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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

10 Filmes de Lars von Trier


Lars Trier nasceu em Copenhagen em 30 de abril de 1956. A partícula "von" - que identifica as famílias nobres - ele acrescentou durante a escola de cinema, um detalhe que reafirma sua ambição.
Polêmico e ousado, Trier é o cineasta dinamarquês mais bem sucedido desde Carl Dreyer.
Ganhou até aqui cerca de 76 prêmios e mais as indicações. Dentre eles está uma Palma de Ouro em Cannes por "Dançando no Escuro", festival que sempre o recebeu bem até 2011, quando após a exibição de "Melancolia" fez uma declaração infeliz simpática a Hitler, o que o fez ser expulso da competição.
Confira uma lista com 10 dos filmes que ele dirigiu!

1.  Ninfomaníaca (Charlotte Gainsbourg é uma mulher jogada num beco que é ajudada por um homem mais velho, a quem conta sua história, marcada pelo vício em sexo. um filme concebido para chocar com cenas explícitas de sexo, mas que coloca a questão central de forma artificial. a duração absurda faz com que o filme se arraste sem necessidade, precisando ser dividido em duas partes, um desrespeito ao público. afogado pelo marketing e pela megalomania, a obra acaba escondendo suas qualidades)

2.  Dançando no Escuro (obra-prima de Trier, vencedora da Palma de Ouro em 2000, uma imigrante tcheca - a cantora pop Björk - muda-se para a América com intenção de curar o filho da doença congênita que a está deixando cega. um filme denso, lento, triste e belíssimo)

3.  Dogville (Nicole Kidman é uma mulher que, fugindo de mafiosos, pede abrigo numa comunidade do Colorado. em troca da proteção tem que trabalhar para os moradores, até que seus perseguidores a encontram. brilhante e original, se destaca pelos cenários compostos apenas de marcações no chão e alguns objetos de cena. o elenco excepcional ajuda a torná-lo um clássico)

4.  Melancolia (um filme-metáfora pouco sutil sobre a depressão, o grande mal moderno, que nos aflige e destrói nosso mundo particular, que surge aqui forma de um planeta inteiro. fala da relação entre duas irmãs, que durante o casamento de uma delas ficam sabendo que o mundo vai acabar com a colisão de um planeta com a Terra. grandes interpretações de todo o elenco - Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg á frente -, ótimos diálogos e direção segura e inventiva de Trier. um filme que provoca e faz pensar)

5.  Anticristo (a ação dos filmes de Trier costumam se passar dentro da mente dos protagonistas. neste ele explora a alma torturada de um casal que perde o filho bebê num acidente caseiro e confronta-se com seus próprios demônios. as cenas feitas para deixar o espectador desconfortável são tão fortes, que ficam acima do tom. não dá para assistir impune)

6.  Ondas do Destino (Emily Watson - indicada ao Oscar - é uma mulher ingênua de uma cidadezinha religiosa na Escócia que se casa virgem com um operário de uma plataforma de petróleo. eles vivem felizes até ele sofrer um acidente e ficar paraplégico. de volta, ele pede a ela que faça sexo com vários homens e lhe descreva tudo com detalhes. um filme angustiante e cheio de surpresas)

7.  Europa (logo após a segunda guerra, um americano descendente de alemães, vai trabalhar numa ferrovia na Alemanha, com a ideia de ajudar a reconstruir o país. acaba se envolvendo com a filha de um magnata das ferrovias, possivelmente uma simpatizante do nazismo. o roteiro é confuso, mas o visual é deslumbrante e valeu três prêmios em Cannes)

8.  Os Idiotas (um grupo de jovens intelectualizados resolve se passar por retardados, como forma de protesto e anarquizar a sociedade. um dos expoentes do manifesto Dogma 95, feito com recursos muito limitados, mas muita imaginação. provocativo, cáustico e divertido)

9.  Elemento de um Crime (numa Europa distópica, um detetive tenta desvendar os crimes de um serial-killer, usando métodos pouco convencionais. o filme tem um clima onírico, reforçado pela fotografia em tons de sépia. sua estética radical foi laureada com o Grande Prêmio Técnico em Cannes 1984. primeiro longa de Trier não envelheceu bem)

10.  Manderlay (continuação de 'Dogville', com Bryce Dallas Howard no papel que era de Nicole Kidman. após saírem do Colorado, Grace, o pai e sua caravana de mafiosos para numa fazenda do Alabama, onde, em 1933, ainda persiste um regime de escravidão. a América imaginária de Trier é muito real)

Outros filmes: O Grande Chefe, Cada um com seu Cinema, Medea, Epidemic,...

Veja ainda: "10 Filmes da Dinamarca"


quarta-feira, 17 de abril de 2013

10 Filmes da Dinamarca


A Dinamarca é uma monarquia parlamentarista situada na escandinávia, Europa setentrional e membro da comunidade europeia. Tem uma área e um PIB igual ao estado do Rio de Janeiro, mas um terço da população. É também o país menos desigual e, segundo pesquisas, o mais feliz do mundo.
A história do cinema dinamarquês é muito rica e seu maior nome é Carl Theodor Dreyer, um dos grandes gênios percursores do cinema, que começou a fazer filmes na década de 1910.
Especialmente depois dos anos 1990, tornou-se uma das cinematografias mais originais e estimulantes do mundo.
Um dos motivos foi o manifesto Dogma'95 que possibilitou o surgimento de uma nova geração de cineastas como Lars von Trier, Thomas Vinterberg e Susanne Bier, entre outros.
O manifesto limitava as condições técnicas dos filmes, o que na prática possibilitava a produção de obras mais baratas e experimentais.
Esta lista traz, como sempre, apenas 10 filmes de uma filmografia imensa. Para facilitar, coloco apenas um filme por diretor (todos dinamarqueses), sendo que alguns deles mereceriam suas próprias listas,

1.  A Caça (Thomas Vinterberg, 2012. Mads Mikkelsen é um recém-divorciado, que trabalha numa escola infantil e é vítima da mentira de uma criança, que torna sua vida na comunidade insuportável. um filme urgente e brilhante sobre a sociedade atual, que prende a atenção do início ao fim. Vinterberg é um dos fundadores do Dogma, autor de filmes como 'Festa de Família' e 'Submarino') 

2.  Pusher (Nicolas Winding Refn, 1996. um pequeno traficante de Copenhage entra em desespero depois de um negócio fracassado o deixar com uma enorme dívida com o chefão das drogas. primeira parte da vibrante trilogia das drogas, que lançou Refn. mais tarde o diretor viria a realizar 'Bronson' e 'Drive')

3.  A Festa de Babette (Gabriel Axel, 1987. baseado num livro de Karen Blixen. uma misteriosa francesa emprega-se na casa de duas irmãs num pequeno povoado dinamarquês. um dia ela ganha uma pequena fortuna na loteria e para retribuir a acolhida da comunidade faz um banquete inesquecível para eles. vencedor do Oscar de filme estrangeiro em 1988, chamou a atenção do mundo para o cinema dinamarquês)

4.  Pelle, o Conquistador (Bille August, 1987. versão do clássico da literatura de Martin Andersen Nexø. conta a história de um grupo de imigrantes suecos, que no final do século 19 mudam-se para uma ilha dinamarquesa em busca de uma vida melhor. entre eles está Lasse - Max von Sydow - e seu filho Pelle. eles são tratados com preconceito, mas nunca desistem dos seus sonhos. um belo filme, que ganhou outro Oscar em 1989 e mais a Palma de Ouro em Cannes. abriu espaço para August realizar 'As Melhores Intenções' - outra Palma de Ouro em 1992 -, 'A Casa dos Espíritos' e 'Marie Krøyer')

5.  O Amante da Rainha (Nikolaj Arcel, 2012. uma jovem rainha, casada com um rei louco - Mikkel Boe Følsgaard -, apaixona-se pelo médico de seu marido - Madds Mikkelsen, sempre ele - e, juntos começam uma revolução, que mudou a história da Dinamarca. ótimo drama histórico, indicado ao último Oscar, com bela direção de arte. o diretor já está preparando seu primeiro filme americano 'The Power of the Dog')

6.  Os Idiotas (Lars von Trier, 1998um grupo de jovens intelectualizados resolve se passar por retardados, como forma de protesto e anarquizar a sociedade. um dos últimos filmes de Von Trier na Dinamarca, feito segundo os parâmetros do manifesto Dogma 95. é hoje um dos grandes nomes do cinema mundial, com filmes como 'Dançando no Escuro', 'Dogville' e 'Melancolia'. já está merecendo uma lista só dele)

7.  Em um Mundo Melhor (Susanne Bier, 2010um médico dinamarquês divide o tempo entre seu trabalho humanitário na África, onde é ameaçado pelas violentas milícias e sua idílica vida no país natal. onde seu filho mais velho tenta lidar com o bullying na escola com a ajuda de seu novo melhor amigo, que perdeu a mãe e foi morar com o pai. bom filme, ganhador do Oscar de Filme Estrangeiro de 2011. Bier também participou do Dogma com 'Corações Livres' e fez sucesso com 'Depois do Casamento', 'Brødre, 'Coisas que Perdemos pelo Caminho', o recente 'Amor é Tudo o Que Você Precisa' e lança em setembro de 2013 'Serena' com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper)

8.  Teddy Bear - 10 Horas Até o Paraíso (Mads Matthiesen, 2012. um fisiculturista de 38 anos vive com a mãe e nunca teve uma namorada. quando o tio dele casa-se com uma tailandesa, ele resolve fazer o mesmo caminho e viaja para a Tailândia em busca de um casamento. um romance singelo e nada convencional. boa estreia do diretor em longas)

9.  Praga (Ole Christian Madsen, 2006Mads Mikkelsen é um homem que viaja com a esposa para a capital tcheca para trazer de volta o corpo do seu falecido pai. lá descobre que nada sabia sobre ele ou sobre os estranhos costumes do país. um filme simpático e irônico, que brinca com a estranheza dos dinamarqueses em contato com outras culturas, tema que o diretor repetiria em 'Superclásico', passado em Buenos Aires. ele ainda dirigiu 'Flammen e Citronen' sobre dois heróis da resistência na segunda guerra)

10.  Sequestro (Tobias Lindholm, 2012. um navio de uma transportadora dinamarquesa - um dos pilares da economia do país - é tomado por piratas na costa das Somália e seus tripulantes mantidos reféns por mais de quatro meses de desgastantes negociações entre o CEO da empresa e os sequestradores. bom filme, tenso e sem pirotecnias. vencedor do último Bodil Awards, o Oscar dinamarquês)

Menções honrosas: Nothing's All Bad (Mikkel Munch-Fals, 2010), Broderskab (Nicolo Donato, 2009), As Maçãs de Adam (Anders Thomas Jensen, 2005), Pretty Boy (Carsten Sønder, 1993), Dançando pela Vida (Kaspar Rostrup, 1989), Terribly Happy (Henrik Ruben Genz, 2008), Além do Desejo e En Familie (Pernille Fischer Christensen, 2006 e 2010), A Palavra e Gertrud (Carl Theodor Dreyer, 1955 e 1964),...

Veja ainda: "10 Filmes de Diretores Irmãos"