O documentário nasce da curiosidade do próprio diretor Jonas Poher Rasmussen, sobre o passado de seu companheiro, que conheceu como um refugiado, já adaptado à vida ocidental, mas que guardava as cicatrizes dessa dura travessia.
Essa jornada acontece em paralelo ao amadurecimento do menino, descobrindo sua sexualidade, o que acabou por colocar ainda mais obstáculos em seu caminho.
Para proteger sua identidade, o nome e aparência do imigrante foram alterados, mas sua história foi recriada minuciosamente, com um olhar empático, que imediatamente nos envolve e comove os corações mais duros.
Um filme que nos ajuda a perceber que as tragédias humanitárias podem entrar em nosso universo particular a qualquer momento e que estamos todos inescapavelmente interligados.